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150 m2 – Construção ágil e verde

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Casa sustentável

Poucas paredes, telhado verde, aquecimento solar e assoalho de cumaru esse projeto teria um tempo estimado de oito meses para ficar pronto.

Uma caixa de concreto, em princípio, não soa como sinônimo de casa charmosa e confortável. No projeto do escritório Ito Ventura arquitetos, no entanto, a ideia rendeu esta morada moderna e acolhedora. o direitoà privacidade do morador, um publicitário solteiro, foi respeitado à risca: do lado de fora é impossível ver o que acontece lá dentro.

No interior, porém, os ambientes se abrem inteiramente para o deck e para a piscina, nos fundos. além de ampliar a área interna, a solução explora a claridade e a ventilação naturais. Integrados, sala, quarto e cozinha reforçam a sensação de amplitude. Para obedecer aos recuos determinados pelo condomínio fechado, nos arredores da capital paulista, a construção ocupa o centro do lote de 400 m². Em volta dela, há um denso jardim, cuja rega empregará água da chuva, armazenada num reservatório externo. Esse cuidado confere um caráter sustentável à obra, ao lado de aspectos construtivos como as paredes estruturais de concreto armado, que cumprem o papel de muro de arrimo, a cobertura verde e o aquecimento solar (veja a infografia na pág. ao lado). “a concepção alia economia de formas e de montagem”, diz o arquiteto Ivan Ventura.

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 01. Cobertura: um dos aspectos sustentáveis da construção, o telhado verde (instituto Cidade Jardim) se encarrega do controle térmico e acústico da casa. É composto de módulos de plástico reciclado que já vêm com vegetação de pequeno porte (cerca de 10 cm de altura) e são instalados sobre a laje impermeabilizada.

02. Aquecimento solar: as placas são responsáveis pelo aquecimento de água na cozinha e no banheiro. assim, economiza-se o sistema auxiliar obrigatório (neste caso, a gás). a tubulação fica escondida num vão entre o painel de madeira ripada e a parede de argamassa armada, o que permite consertos sem quebra-quebra.

03. Esquadrias: utilizam madeira teca de reflorestamento, assim como as portas e o ripado. nos fundos, a porta de correr manual ganhou vidros temperados de 10 mm de espessura para manter a piscina e a vegetação sempre ao alcance dos olhos.

04. Paredes: com aclive de quase 5 m, o terreno pedia muros de arrimo. Para conter custos, eles foram substituídos por painéis duplos treliçados pré-fabricados (lajes anhanguera) que cumprem tanto o papel de arrimo quanto o de paredes. Com armação interna de ferro, os painéis de 25 cm de espessura descem 40 cm abaixo do solo.

05. Piso: o assoalho é de réguas de cumaru (5 cm de largura). apenas no boxe do banheiro optou-se por um revestimento diferente, o cimento queimado. também de cumaru, o deck foi fixado sobre estrutura de madeira.

06. Fundação: estacas de concreto – espaçadas a cada 4 m ao longo das laterais da casa e sob a base da piscina a cada 2 m para aguentar a pressão da terra – são amarradas aos painéis treliçados das paredes. elas descem a 5 m.aec299-parede-108-03

Projeto arquitetônico: r$ 30 mil (inclui visitas mensais à obra).

Projeto estrutural (stec do Brasil): r$ 25 por m² + 15% de carga tributária.

Projeto hidráulico e elétrico (KML): r$ 3 mil.

Paisagismo (rodrigo oliveira): r$ 8 mil.

Mão de obra: r$ 60 mil.

Material: r$ 150 mil.

Tempo: oito meses.

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Sustentabilidade

Aprenda a reduzir o consumo de energia com o sol

É possível poupar quase R$ 4 mil por ano utilizando energia solar para aquecer água em casa. Em dois anos, você paga o investimento nos equipamentos que duram 15 anos

30% é a média de redução de gastos com eletricidade nas residências equipadas com coletores solares, que traz energia limpa, gratuita e infinita. Até o final do primeiro semestre de 2011, o Brasil tinha mais de 6,6 milhões de m² de coletores instalados, capazes de gerar 4 mil mw – número equivalente a 30% a capacidade instalada da Usina de Itaipu. No ano passado, o setor cresceu 21,1%. “O aumento nasceu com a onda verde, mas foi potencializado pelo apagão energético de 2001”, explica Délcio Rodrigues, diretor do Instituto Ekos. Esse fortalecimento do mercado alavancou o desenvolvimento tecnológico dos equipamentos. “Os equipamentos high-tech são capazes de esquentar a água até 90 ºC. Isso permite reduzir o tamanho do reservatório e a área de coleta”, assinala o engenheiro elétrico Douglas Messina, do Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo (IPT). O uso disseminou-se rapidamente. “Os coletores estão presentes em 99% das construções que projeto”, revela a arquiteta Paula Sauer, de Campinas, SP. Conte com a ajuda de um técnico especializado no assunto para dimensionar o número de coletores de acordo com o consumo de água da residência e a quantidade de pontos a receber o aquecimento – ele também especifica as distâncias corretas entre todas as peças no telhado. A mão de obra é disponibilizada pelos próprios fornecedores, que também se encarregam da manutenção. “Há coletores de vários tipos e preços”, diz Marcelo Mesquita, do Departamento Nacional de Aquecimento Solar (Dasol), vinculado à Associação Brasileira de Refrigeração, Ar Condicionado, Ventilação e Aquecimento (Abrava). Selecione sempre os equipamentos certificados. Quanto dá para economizar?

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Sistema com termossifão

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1) Reservatório: o difícil não é acumular calor, e sim mantê-lo na água, por isso o boiler deve ter um isolamento perfeito. Os campeões nesse quesito são de inox, mas há também modelosde PVC, mais acessíveis – porém não tão eficientes, especialmentenos dias frios. Todos eles já vêm de fábrica com o isolamento. 2) as placas devem ficar voltadas para o norte, numa inclinação que permita boa absorção dos raios solares. Para saber a posição exata, basta somar 10 graus à latitude onde está a sua casa. Em São Paulo, por exemplo, que está localizada a uma latitude de 23 graus, a inclinação deve ser de 33 graus. O tamanho varia de acordo com a eficiência do coletor. Alguns vêm com válvula anticongelamento. Deve levar em conta as distâncias e as alturas corretas entre os componentes para que a água circule naturalmente. A água fria da caixa desce para o reservatório térmico e segue para o coletor, onde é aquecida. Depois, retorna ao reservatório, do qual parte para os pontos de consumo. 3) Tubulação: observe também se a instalação hidráulica apresenta isolamento térmico para não ocorrer perda de calor durante o trajeto da água até chuveiros, torneiras e piscina. O ideal é que os canos sejam de cobre. Deixe ainda os equipamentos próximos dos pontos de consumo para evitar encanamentos longos demais.

Sistema com bomba

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Um erro comum de instalação ocorre nas distâncias entre os coletores e o boiler e entre o boiler e a caixa-d’água que alimenta o sistema. a água quente fica mais leve e tende a subir, enquanto a fria, mais densa, vai para o fundo. Distâncias incorretas impedem essa dinâmica. Quando não é possível respeitar essas medidas, usa-se uma bomba hidráulica. Um truque para evitar que o aparelho trepide sobre o telhado e faça barulho na casa inteira é colocá-lo sobre uma plataforma de borracha, que amortecerá o movimento.

Sistema a vácuo

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Desenvolvidos na China e na Alemanha, esses coletores trazem tubos a vácuo com uma barra de cobre no interior. O metal, que avança para fora numa das pontas dos tubos, entra direto no boiler. como eleva rapidamente a temperatura da água a até 90 ºc, permite reduzir a área de coleta do calor do sol e também o volume do reservatório. Apenas as placas com tubos a vácuo conseguem funcionar em dias nublados – as demais acionam o sistema auxiliar elétrico ou a gás quando o sol desaparece, ao passo que o a vácuo é desativado apenas ao escurecer. mas fique atento: essa tecnologia ainda não está homologada no Brasil. Por isso, compre apenas os produtos que apresentam selos de certificações internacionais – como o europeu Solar Keymark e o Solar Rating and Certification Corporation (SRCC), dos Estados Unidos.

Os coletores mais eficientes

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Arquitetura e constução
Publicado em 19 de Março de 2012

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Arquitetura, Sustentabilidade

Casa sustentável: com painéis de OSB e fachada de madeira plástica

Esta casa na serra fuminense segue a cartilha sustentável: respeita as linhas do terreno e usa materiais de baixo impacto.

Dois anos se passaram entre a compra do terreno, em 2008, e o início da obra. Os arquitetos cariocas Tatiana Terry e Luciano Alvares não tinham pressa de construir. Antes, preferiram amadurecer o projeto da casa que ocuparia este lugar ensolarado, cercado de montanhas. “Era essencial que ela utilizasse materiais recicláveis ou reciclados”, explica Tatiana (veja os destaques nas legendas). “Pensamos em tudo: insolação correta, iluminação natural e ventilação cruzada. E ainda no aproveitamento de água de chuva para a rega, no aquecimento solar e, principalmente, que a moradia fosse simples e de pouca manutenção”, diz ela. Na verdade, a motivação desta empreitada de um ano, que consumiu grande parte das economias do casal e muita dedicação, era proporcionar às duas flhas o convívio com a natureza. “Tivemos uma infância com direito a quintal e pé na terra. Eu morei num sítio por muito tempo e o Luciano, em Maricá, cidade pequena. Essa era a chance de oferecer isso à nossa família. De um modo o mais ecologicamente correto possível, porque é a nossa flosofa de morar e de viver”, acrescenta ela.

+ info http://casa.abril.com.br/materia/casa-sustentavel-osb-madeira-plastica#12

 

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Arquitetura, Sustentabilidade

Verde, flexível e acolhedora

Toda de lariço- um tipo de pinheiro europeu- certificado, a Eco-Sustainable house oferece soluções legais de aproveitamento de espaço para uma família numerosa.

A moradia precisava acomodar um casal, suas duas crianças e, eventualmente, os filhos do casamento anterior da proprietária. Mirco Tardio, do Djuric Tardio Architects, saiu-se com um projeto de designe flexível, que pode transformar-se em dois flats independentes, dotado de uma área de lazer gostosa para manter a turma ocupada. Assim nasceu a Eco-Sustainable House, na periferia de Paris. No térreo, de 140 m2, e no primeiro piso, de 117 m2, amplas divisórias de compensado de lariço deslizam facilmente por discretos trilhos de metal. Quando necessário, o recurso permite isolar, por exemplo, biblioteca e home theater em dois espaços autônomos. Outro truque do desenho e o aparador de cozinha,

que desliza para o jardim e vira uma mesa, acolhendo refeições ao ar libre. A grande clarabóia no teto se encarrega de manter a cada sempre iluminada, sem a necessidade de luz artificial durante o dia. Já o coletor de água de chuva assegura a rega das plantas.

+ info Arquitectura & Construção

http://www.casa.com.br

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Cercas

Cercas vivas

Hibiscus

 

Unir o útil ao agradável é uma combinação possível ao adotar em jardins de residências.

A cerca feita de plantas empresta um efeito paisagístico e charmoso ao ambiente onde e instalada, além de permitir a passagem da insolação e os ventos em comparação com o muro construído tendo ainda a vantagem de ser uma alternativa mais economica a muros de concreto e grades.

Há muitas espécies de plantas disponíveis para ser adotadas como cerca viva sendo que é importante levar em consideração o tipo de vegetação nativa do lugar a fim de evitar dificuldades no desenvolvimento das plantas.

Hibisco,  primavera, pleomele, alpinas, pimenthina, compõem algumas das opções existentes no mercado. Estas requerem de pouca manutenção para estarem sempre radiantes, ainda sendo boas para promover o ecosistema local. Em Ubatuba e muito comum ver hibiscos nas cercas vivas, mais conhecidos como “mimo”

Existem mais espécies adequadas para a implantação de mourões vivos em regiões tropicais. Porém, as mais destacadas são as que apresentam as seguintes características:

• crescimento rápido;
• facilidade em reproduzir-se por estacas e com bom enraizamento;
• rapidez ao rebrotar depois da poda;
• ausência de problemas de pragas e doenças;
• outros benefícios, como frutos, madeiras, lenha e forragem.

Mais informação disponível na seguinte matéria:

Cercas vivas multifuncionais

Si tiver alguma duvida adicional entre em contato contato@bioempreendimentos.com

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