Sustentabilidade

Aprenda a reduzir o consumo de energia com o sol

É possível poupar quase R$ 4 mil por ano utilizando energia solar para aquecer água em casa. Em dois anos, você paga o investimento nos equipamentos que duram 15 anos

30% é a média de redução de gastos com eletricidade nas residências equipadas com coletores solares, que traz energia limpa, gratuita e infinita. Até o final do primeiro semestre de 2011, o Brasil tinha mais de 6,6 milhões de m² de coletores instalados, capazes de gerar 4 mil mw – número equivalente a 30% a capacidade instalada da Usina de Itaipu. No ano passado, o setor cresceu 21,1%. “O aumento nasceu com a onda verde, mas foi potencializado pelo apagão energético de 2001”, explica Délcio Rodrigues, diretor do Instituto Ekos. Esse fortalecimento do mercado alavancou o desenvolvimento tecnológico dos equipamentos. “Os equipamentos high-tech são capazes de esquentar a água até 90 ºC. Isso permite reduzir o tamanho do reservatório e a área de coleta”, assinala o engenheiro elétrico Douglas Messina, do Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo (IPT). O uso disseminou-se rapidamente. “Os coletores estão presentes em 99% das construções que projeto”, revela a arquiteta Paula Sauer, de Campinas, SP. Conte com a ajuda de um técnico especializado no assunto para dimensionar o número de coletores de acordo com o consumo de água da residência e a quantidade de pontos a receber o aquecimento – ele também especifica as distâncias corretas entre todas as peças no telhado. A mão de obra é disponibilizada pelos próprios fornecedores, que também se encarregam da manutenção. “Há coletores de vários tipos e preços”, diz Marcelo Mesquita, do Departamento Nacional de Aquecimento Solar (Dasol), vinculado à Associação Brasileira de Refrigeração, Ar Condicionado, Ventilação e Aquecimento (Abrava). Selecione sempre os equipamentos certificados. Quanto dá para economizar?

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Sistema com termossifão

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1) Reservatório: o difícil não é acumular calor, e sim mantê-lo na água, por isso o boiler deve ter um isolamento perfeito. Os campeões nesse quesito são de inox, mas há também modelosde PVC, mais acessíveis – porém não tão eficientes, especialmentenos dias frios. Todos eles já vêm de fábrica com o isolamento. 2) as placas devem ficar voltadas para o norte, numa inclinação que permita boa absorção dos raios solares. Para saber a posição exata, basta somar 10 graus à latitude onde está a sua casa. Em São Paulo, por exemplo, que está localizada a uma latitude de 23 graus, a inclinação deve ser de 33 graus. O tamanho varia de acordo com a eficiência do coletor. Alguns vêm com válvula anticongelamento. Deve levar em conta as distâncias e as alturas corretas entre os componentes para que a água circule naturalmente. A água fria da caixa desce para o reservatório térmico e segue para o coletor, onde é aquecida. Depois, retorna ao reservatório, do qual parte para os pontos de consumo. 3) Tubulação: observe também se a instalação hidráulica apresenta isolamento térmico para não ocorrer perda de calor durante o trajeto da água até chuveiros, torneiras e piscina. O ideal é que os canos sejam de cobre. Deixe ainda os equipamentos próximos dos pontos de consumo para evitar encanamentos longos demais.

Sistema com bomba

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Um erro comum de instalação ocorre nas distâncias entre os coletores e o boiler e entre o boiler e a caixa-d’água que alimenta o sistema. a água quente fica mais leve e tende a subir, enquanto a fria, mais densa, vai para o fundo. Distâncias incorretas impedem essa dinâmica. Quando não é possível respeitar essas medidas, usa-se uma bomba hidráulica. Um truque para evitar que o aparelho trepide sobre o telhado e faça barulho na casa inteira é colocá-lo sobre uma plataforma de borracha, que amortecerá o movimento.

Sistema a vácuo

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Desenvolvidos na China e na Alemanha, esses coletores trazem tubos a vácuo com uma barra de cobre no interior. O metal, que avança para fora numa das pontas dos tubos, entra direto no boiler. como eleva rapidamente a temperatura da água a até 90 ºc, permite reduzir a área de coleta do calor do sol e também o volume do reservatório. Apenas as placas com tubos a vácuo conseguem funcionar em dias nublados – as demais acionam o sistema auxiliar elétrico ou a gás quando o sol desaparece, ao passo que o a vácuo é desativado apenas ao escurecer. mas fique atento: essa tecnologia ainda não está homologada no Brasil. Por isso, compre apenas os produtos que apresentam selos de certificações internacionais – como o europeu Solar Keymark e o Solar Rating and Certification Corporation (SRCC), dos Estados Unidos.

Os coletores mais eficientes

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Arquitetura e constução
Publicado em 19 de Março de 2012

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Arquitetura, Sustentabilidade

Casa sustentável: com painéis de OSB e fachada de madeira plástica

Esta casa na serra fuminense segue a cartilha sustentável: respeita as linhas do terreno e usa materiais de baixo impacto.

Dois anos se passaram entre a compra do terreno, em 2008, e o início da obra. Os arquitetos cariocas Tatiana Terry e Luciano Alvares não tinham pressa de construir. Antes, preferiram amadurecer o projeto da casa que ocuparia este lugar ensolarado, cercado de montanhas. “Era essencial que ela utilizasse materiais recicláveis ou reciclados”, explica Tatiana (veja os destaques nas legendas). “Pensamos em tudo: insolação correta, iluminação natural e ventilação cruzada. E ainda no aproveitamento de água de chuva para a rega, no aquecimento solar e, principalmente, que a moradia fosse simples e de pouca manutenção”, diz ela. Na verdade, a motivação desta empreitada de um ano, que consumiu grande parte das economias do casal e muita dedicação, era proporcionar às duas flhas o convívio com a natureza. “Tivemos uma infância com direito a quintal e pé na terra. Eu morei num sítio por muito tempo e o Luciano, em Maricá, cidade pequena. Essa era a chance de oferecer isso à nossa família. De um modo o mais ecologicamente correto possível, porque é a nossa flosofa de morar e de viver”, acrescenta ela.

+ info http://casa.abril.com.br/materia/casa-sustentavel-osb-madeira-plastica#12

 

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Arquitetura, Sustentabilidade

Verde, flexível e acolhedora

Toda de lariço- um tipo de pinheiro europeu- certificado, a Eco-Sustainable house oferece soluções legais de aproveitamento de espaço para uma família numerosa.

A moradia precisava acomodar um casal, suas duas crianças e, eventualmente, os filhos do casamento anterior da proprietária. Mirco Tardio, do Djuric Tardio Architects, saiu-se com um projeto de designe flexível, que pode transformar-se em dois flats independentes, dotado de uma área de lazer gostosa para manter a turma ocupada. Assim nasceu a Eco-Sustainable House, na periferia de Paris. No térreo, de 140 m2, e no primeiro piso, de 117 m2, amplas divisórias de compensado de lariço deslizam facilmente por discretos trilhos de metal. Quando necessário, o recurso permite isolar, por exemplo, biblioteca e home theater em dois espaços autônomos. Outro truque do desenho e o aparador de cozinha,

que desliza para o jardim e vira uma mesa, acolhendo refeições ao ar libre. A grande clarabóia no teto se encarrega de manter a cada sempre iluminada, sem a necessidade de luz artificial durante o dia. Já o coletor de água de chuva assegura a rega das plantas.

+ info Arquitectura & Construção

http://www.casa.com.br

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